Dizem que antes mesmo de nascermos já temos um time do coração, principalmente se possuímos familiares fanáticos por um clube de futebol. Este elo também aconteceu com o zagueiro Rodrigão. Porém, a sua história é com um time do futebol amador de Curitiba. “É amor, dedicação e uma paixão sem explicação. É o time da minha família e do bairro em que moro. Esse é o grande Operário Pilarzinho”, conta.

Antes mesmo de nascer, Rodrigo da Silva já tinha uma relação forte com o Operário Pilarzinho. Seu bisavô, o senhor Bortolo Gava, foi o doador do terreno onde o estádio do clube, que leva o seu nome, está firmado. Assim como qualquer menino, Rodrigo também teve o sonho de ser jogador de futebol. O pai, Luiz Carlos da Silva, que foi jogador e sempre esteve envolvido com o esporte, o influenciou a amar o futebol e, principalmente, o Pilarzinho.

“Eu nasci apaixonado pelo futebol. E a paixão pelo esporte só foi ficando maior quando comecei a entender e a acompanhar meu pai nos campos. Devo a paixão pelo futebol ao meu pai”, relembra.

Atualmente com 38 anos, Rodrigão começou no juvenil do Pilarzinho, depois foi para o juniores até chegar ao profissional. Ao todo, são 23 anos dedicados ao clube do bairro. “Foi um período de grandes conquistas, consegui três títulos pelo clube, mas o principal são as grandes amizades que conquistei durante todos estes anos”, afirma.

Além do Alvirrubro, ele também teve passagens por Iguaçu, Flamenguinho, Nova Orleans, Vasco, Combate Barreirinha, entre outros. O primeiro título de Rodrigo na Suburbana foi pelo Pilarzinho em 2000. O segundo foi atuando pelo Nova Orleans, em 2007. Depois, conseguiu outros dois títulos pelo Alvirrubro em 2009 e em 2012.

Relação que ultrapassa os gramados

Além da relação com o clube e os jogadores dentro de campo, Rodrigão também tem uma ligação forte com os personagens que atuam fora das quatro linhas, como o presidente Gingo e o técnico Peterson. “Eu tenho uma relação muito boa com todos do clube, todos são meus amigos. O presidente Gingo e o treinador Peterson foram, inclusive, meus padrinhos de casamento. Eles são praticamente da minha família”, afirma.

rodrigao-1O amigo particular e treinador Peterson Freitas revela que Rodrigão, além de um atleta compromissado, também é um excelente pai. “Ele é meu amigo particular. É um ótimo pai e chefe de família. Como jogador, se não fosse as lesões frequentes, jogaria em auto nível até os 40 anos”, diz.

Apesar da rotina dentro de clube, de defender as cores da equipe todo sábado e ainda participar de treinamentos durante a semana, o camisa 3 do Pilarzinho ainda desdobra-se com a profissão de motorista, durante os dias de semana, e a função de pai. Ele é casado com Lilian e tem dois filhos pequenos: Luana, de 10 anos, e Eduardo, de apenas quatro meses.

O jogador quer seguir com herança do amor por futebol e passá-lo para o mais jovem integrante da família. Ele, porém, afirma que pretende tornar o pequeno um atleta profissional, sonho que ele acabou não realizando.

Último ano vestindo as cores do clube

Como tudo um dia acaba, o camisa 3, após todos esses anos de dedicação ao Operário Pilarzinho, também pensa em parar. Ele pretende encerrar a carreira após o fim da Suburbana deste ano, e quer apenas assistir das arquibancadas as glórias do clube do coração. Porém, se depender do amigo Peterson, Rodrigão não sairá do clube tão cedo.

“Se o Rodrigo parar mesmo, vai nos ajudar em alguma outra função. Talvez como diretor de futebol ou outra coisa. Não vamos deixar ele sair. Vai estar sempre conosco aqui no clube”, finaliza o amigo.